domingo, 29 de junho de 2008
Desejos Fora de Época
Talvez fosse melhor que tivesse continuado na gaveta. Não quero mais esses rompantes de emoções, pelo menos por enquanto. As traças a todos os meus desejos roeram ou, pelo menos, isso diziam à mim. Mentira. Hoje, pela manhã, um sentimento que eu jurava ter travestido se mostrou mais concentrado que à época, talvez. Conflitos mentais. Desejo, despido. Vontades, tardias.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Borrões. Têm sido minha produção artística. Gostaria muito de dizer que possuem algum valor, mas não pretendo me enganar. Quero entender em que processo me encontro pois sinto uma criatividade querendo transbordar mas não consigo enxergá-la e menos ainda fazê-la ser enxergada. Ou será que é tudo enrolação e essa "criatividade" não passa de uma vontade disfarçada? Ó CÉUS!
terça-feira, 24 de junho de 2008
De-Cisões
Decidi não ser mais meu atraso, e juro, parar de me sabotar. Amarrarei meus laços mas deixarei-os frouxos à quem quiser desatar. Decidi trabalhar sério e é sério, não mais levarei as coisas nas coxas ou nelas me transportarei. O tempo é um, e eu, uma fração, inteira.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Fundência Real Por Um Mundo Imaginário
A fudência mental começa, sempre, quando o mundo imaginário desaba e tudo que pode ser visto é a realidade cruel, na qual as pessoas pisam, pisam e pisam uma vez mais nos sonhos mais íntimos de um pobre ser. Esses sonhos foram varridos pro cantinho. Doeu. Não contentes com a melancolia translúcida em uma face desinteressada, atearam fogo. O pico dos problemas mentais, na realidade, foi a falta de foco, a falta de objetivos concomitante com a completa destruição de objetivos tão antigos e almejados. Hoje, finalmente, depois de tanto pensar, as respostas para essas sensações negativas brotaram. Embalaram a cabeça que agora está em uma calmaria saudavelmente agitada por novos objetivos.
domingo, 15 de junho de 2008
Coro Inaudível
eu coro com o choro do nenem que nasceu morto
luto pra sair do inferno que nem ele pra sair da mãe
meus demônios internos me sufocam como o cordão umbilical na criança
golpeio os seres desprezíveis e constato que só firo a mim
eu quero sair da mãe
ele não quer ir pro inferno
o cordão sufoca
os demônios puxam
é quente
é frio
morre a vida
viva (n)a morte
me carrego no colo brincando com meu cadáver
andando por uma estrada escura
luto pra sair do inferno que nem ele pra sair da mãe
meus demônios internos me sufocam como o cordão umbilical na criança
golpeio os seres desprezíveis e constato que só firo a mim
eu quero sair da mãe
ele não quer ir pro inferno
o cordão sufoca
os demônios puxam
é quente
é frio
morre a vida
viva (n)a morte
me carrego no colo brincando com meu cadáver
andando por uma estrada escura
sábado, 14 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
Berço Diminuto
Estou caminhando para uma over dose da loucura do berço diminuto.
Não sei até quando suportarei essas amarras verbais.
Nem esses rostos bravejando gratuitamente.
Preciso de ar.
Não sei até quando suportarei essas amarras verbais.
Nem esses rostos bravejando gratuitamente.
Preciso de ar.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Irrigação Tardia
Quando o peso do esquecimento não mais me incomodava, pessoas que eu havia matado à tempos resolveram jogar seus cadáveres em minhas costas. Não tenho mais obrigação nenhuma com vocês. Nunca tive, não é assim que funciona? Se ao resolver tirar o pó das fotos velhas me acharam escondida ao fundo e pensaram ser necessário irrigar essa pobre planta velha, lamento informar: está morta. Tentei irrigar, eu juro. Mas vocês, me negaram água.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Da Capo - Sinfonia Malquista
a nota que só eu vi
a nota que se soprou aos meus ouvidos
inexistente
.
...
?
a nota que se soprou aos meus ouvidos
inexistente
.
...
?
Sinfonia Malquista
Escrevi a sinfonia perfeita e ensaiei-a incessantemente desde então.
Não entendo em que hora o piano desafinou, mas foi, com certeza, a pior coisa que eu ouvi nos últimos tempos. Maldita velha cambaleante abafando meu som na última oportunidade que tive de salvar minha musica diária. Maldita nota desertora que não consigo cortar...
De tão errado chega a ser engraçado e rindo e chorando e xingando e sangrando e gritando:
morte à música
morte à poesia
morte à arte
morte aos sentidos
morte ao que eu sinto
morte à mim
morte
.
Não entendo em que hora o piano desafinou, mas foi, com certeza, a pior coisa que eu ouvi nos últimos tempos. Maldita velha cambaleante abafando meu som na última oportunidade que tive de salvar minha musica diária. Maldita nota desertora que não consigo cortar...
De tão errado chega a ser engraçado e rindo e chorando e xingando e sangrando e gritando:
morte à música
morte à poesia
morte à arte
morte aos sentidos
morte ao que eu sinto
morte à mim
morte
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terça-feira, 3 de junho de 2008
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