quinta-feira, 31 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
filmes. jurei não chorar. não choro.
filmes. jurei não crer. sinto...
o clichê romeu e julieta ainda vive.
eu... eu paguei por uma mentira e...
aquilo... senti de novo. aquilo.
aquilo... senti de novo. à quilo.
sinto... sinto sei lá o que
sei lá o que por sei lá quem
saudade dos romances esquecidos
vividos... vividos e não vividos
deve ser..
filmes. jurei não crer. sinto...
o clichê romeu e julieta ainda vive.
eu... eu paguei por uma mentira e...
aquilo... senti de novo. aquilo.
aquilo... senti de novo. à quilo.
sinto... sinto sei lá o que
sei lá o que por sei lá quem
saudade dos romances esquecidos
vividos... vividos e não vividos
deve ser..
sábado, 26 de julho de 2008
Perto Demais
A ânsia pela sinceridade é o caminho para sentir seu gosto amargo quando tudo que se quer é sentir um gostinho doce. Perto demais para se deixar enganar. A verdade de um terceiro em algum momento é mentira para a primeira pessoa. Entenda-se que verdades são de um homem só e o prazo de validade não tem tempo definido.
Comi o doce e senti gosto amargo
Comi o amargo e o gosto realmente era amargo
Não como nada e sinto fome
Belisco beijos e sorrisos
Vejo doces.
Comi o doce e senti gosto amargo
Comi o amargo e o gosto realmente era amargo
Não como nada e sinto fome
Belisco beijos e sorrisos
Vejo doces.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Autos
No frio da serra me vi de cima pra baixo e congelando meu auto-retrato vivi um não-eu. Quero mais. Não servir aos meus propósitos. Não ter propósito algum, senão o dia seguinte. Criar propósitos pra outrem. Um auto-outrem, é verdade. Retorno ao meu inferno de desejos, ao meu "eu" recém engomado pelo banco do ônibus. As certezas que tenho é que minhas certezas são incertas e que ser a marionete do meu consciente é muito mais produtivo e menos doloroso, diria até, divertido.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Sorrisos
Só por hoje vou me vestir com sorrisos roubados, usados e esfiapados. Se tudo der certo, em breve, terei capital suficiente para abrir minha própria fábrica. Caso haja interesse, deixe contato. Retornarei assim que possível. O difícil me espera e, fugindo, ao seu encontro vou.
Inté.
Inté.
não ando paralelamente com meus atos
e os boatos já não me horrorizam mais
escuto toda a sua ladainha
e a minha ladainha facial só é ouvida por mim
quero um vácuo sentimental
vou passar por baixo de uma escada
abrir um guarda-chuva em casa
quebrar um espelho
e ver um gato preto em uma sexta-feira 13
talvez traga sorte
já que nesse caso, sorte
é o meu próprio azar
e os boatos já não me horrorizam mais
escuto toda a sua ladainha
e a minha ladainha facial só é ouvida por mim
quero um vácuo sentimental
vou passar por baixo de uma escada
abrir um guarda-chuva em casa
quebrar um espelho
e ver um gato preto em uma sexta-feira 13
talvez traga sorte
já que nesse caso, sorte
é o meu próprio azar
sábado, 5 de julho de 2008
Passarinho
Como um passarinho andarilho de uma mente só, visitei-me levando uma boa nova, uma dúvida e uma vírgula. Me divirto de novo com o velho e minha película em preto e branco coloro agora em tempo real. Dúvidas são cruéis e quanto mais eu penso, mais me decido decidindo coisa nenhuma. A gloriosa vírgula nada mais é que um de meus pontos travessos zombando de minhas sentenças e requerendo nova audiência.
Agora eu que te digo passarinho: ontem me afoguei em uma das cadeiras do meu cinema interno. Hoje pela manhã me afoguei nas poças de água salgada na qual se transformaram minhas órbitas. E agora me afogo em uma embriagada felicidade sóbria.
Voe passarinho! E saia da minha gaiola mental! Me diga o que tem lá fora.
Agora eu que te digo passarinho: ontem me afoguei em uma das cadeiras do meu cinema interno. Hoje pela manhã me afoguei nas poças de água salgada na qual se transformaram minhas órbitas. E agora me afogo em uma embriagada felicidade sóbria.
Voe passarinho! E saia da minha gaiola mental! Me diga o que tem lá fora.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Rotina
“A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O inicio é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock
O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem a sua beleza.”
(campanha natura todo dia)
Gostaria muito de saber de quem é, mas por falta de dados.. que fique essa pseudo propaganda.
O céu é a rotina do edifício
O inicio é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock
O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem a sua beleza.”
(campanha natura todo dia)
Gostaria muito de saber de quem é, mas por falta de dados.. que fique essa pseudo propaganda.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Passageiro
Viajei quilômetros mentais e me encontrei em uma situação constrangedora por tirar minha cobertura. Eu conversava. Via rostos conhecidos e desconhecidos também. Fazia piadas surradas e recebia os mesmos sorrisos de deboche. A troca de idéias permanecia comum. Fui ao meu médico psico-imaginário e ele me disse "Não fiquei assim... É passageiro. Isso saí na próxima lavagem". Quando eu começava a assimilar o conceito "próxima lavagem" fui despertada pelo soar do (in)consciente.
...
Quando será a próxima lavagem??? Devia ter dado tempo dele me dizer...
...
Quando será a próxima lavagem??? Devia ter dado tempo dele me dizer...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Quando voltava pra casa a ansiedade começou a reinar. As lembranças tentaram me iludir. Os passos se apressaram. A chave girou rápida na fechadura e o corpo se precipitou para o recinto primeiro do lar às avessas. Levei um balde de água fria e os minutos anteriores se dissolveram em frustração. Da frustração tirei energia para começar trabalhos idealizados. Peguei minhas ferramentas. Quando abri o saco de argila percebi-a tão doente quanto eu. Quase pus todas as minhas angústias pra fora, pra dentro da argila enferma. Ausentei-a para sempre do meu alcance. E, mais uma vez se dissolve a vontade de fazer. Ficam: a ansiedade, a frustração e o enjoo.
Diz!
Disfarça lágrimas em sorrisos
sentimentos com palavras duras
E ainda reclama por ninguém a compreender.
sentimentos com palavras duras
E ainda reclama por ninguém a compreender.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Palavras Inúteis
O tempo todo tenho pensado em versos. Essa nova forma inútil me incomoda. Penso em coisas sérias que são traduzidas por uma musicalidade infantil e completamente destoantes do sentido original. Chega!
E na cabeça continua...
tira o lixo
lavo a louça
tira o riso
deito a moça
não se importe
sofra
não surja
termine...
... e por aí vai: estrada à fora, cérebro adentro... Cérebro?
E na cabeça continua...
tira o lixo
lavo a louça
tira o riso
deito a moça
não se importe
sofra
não surja
termine...
... e por aí vai: estrada à fora, cérebro adentro... Cérebro?
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