Como um passarinho andarilho de uma mente só, visitei-me levando uma boa nova, uma dúvida e uma vírgula. Me divirto de novo com o velho e minha película em preto e branco coloro agora em tempo real. Dúvidas são cruéis e quanto mais eu penso, mais me decido decidindo coisa nenhuma. A gloriosa vírgula nada mais é que um de meus pontos travessos zombando de minhas sentenças e requerendo nova audiência.
Agora eu que te digo passarinho: ontem me afoguei em uma das cadeiras do meu cinema interno. Hoje pela manhã me afoguei nas poças de água salgada na qual se transformaram minhas órbitas. E agora me afogo em uma embriagada felicidade sóbria.
Voe passarinho! E saia da minha gaiola mental! Me diga o que tem lá fora.
sábado, 5 de julho de 2008
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