Não entendo essa voz macia que cisma em escapar de meus lábios quando, no íntimo, tudo o que quer é soar estridente ou, até mesmo, não soar. A compreensão só piora quando essa docilidade aparente é dirigida à um estranho. - "Por que?" - Essa pergunta tem me alugado com a frequência diária de "ser o que não é", por pura incapacidade de se impor frente ao automático. É automático mentir para quem não se conhece?
Aí... Esse som que ecoa em minha cabeça... Parece o sino de uma Igreja dizendo que horas são, mas na verdade é a revolta por se revoltar e calar. Até quando?
Por que você se engana enganando? Você tinha parado com isso, lembra? É o medo de ser taxada? Já foi! Doeu tanto assim? Cadê aquele grito de foda-se o mundo que você se prometeu e até chegou a ensaiar? Vai se calar agora? Logo agora que você tinha resolvido ser por completo? Tenho vergonha de você! Covarde! Mentirosa!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2008
(56)
-
▼
maio
(18)
- Marionete de Vidro
- Plantação
- Estou tentando me aprofundar no novo, eu juro. O o...
- Desapontamento Reciclável
- Funesta Embriaguez
- Projeção
- O Velho, o "Novo". Nada
- Maldito Seja
- Grito Mudo
- Caminhando Entre Aromas Impertinentes
- Auto-degustação
- Troca
- A Verdade
- Brinquedo Velho
- Açougue
- Pedido
- Colateral - Parte II
- Imagem X Objeto
-
▼
maio
(18)
Nenhum comentário:
Postar um comentário